Variação da língua
Marque a alternativa correta de acordo com a questão
Leia atentamente antes de escolher uma alternativa
- O estudioso da língua, Marcos Bagno, em seu livro "Sete erros aos quatro ventos", diz que alguns mitos estão relacionados à falsa ideia de que existiria um jeito certo de falar. Diante dessa lógica todas as outras formas de falar seriam consideradas erradas. Tal postura, demonstra desconhecimento em relação à grande diversidade de usos da língua já que, não usamos a língua do mesmo jeito em todas as situações. Afinal, não existe falante de estilo único.
Variantes Linguísticas: (Encceja/EM-MEC) Leia o texto abaixo:
Os amigos F.V.S., 17 anos, M.J.S., 18 anos, e J.S., 20 anos, moradores de Bom Jesus, cidade paraibana na divisa com o Ceará, trabalham o dia inteiro nas roças de milho e feijão.
‘‘Não ganhamos salário, é ‘de meia’. Metade da produção fica para o dono da terra e metade para a gente.’’
(Folha de São Paulo, 1° jun. 2002)
Os jovens conversam com o repórter sobre sua relação de trabalho. Utilizam a expressão “é de meia” e, logo em seguida, explicam o que isso significa. Ao dar a explicação, eles:- Desrespeitam a formação profissional do repórter.
- Alteram o sentido da expressão.
- Consideram que o repórter talvez não conheça aquele modo de falar.
- Dificultam a comunicação com o repórter.
- Veja o anúncio publicitário abaixo:

http://www.propagandaemrevista.com.br/propaganda/182/
As gírias são elementos da variação linguística que caracterizam e/ou identificam determinados grupos sociais.
Nesse anúncio, o uso de uma linguagem coloquial é voltada à comunicação com o público jovem de uma determinada época.
Isso ocorre em que ou quais situações?- Para atrair o público mais jovem com uma linguagem mais adequada ao seu cotidiano.
- Porque os publicitários não têm nenhuma formação em relação à norma culta da língua.
- Para criar empatia, identificar-se com o público-alvo.
- Para demonstrar que a linguagem em uso tem o seu valor.
- Observe o anúncio publicitário da Maggi:

Observando este anúncio, percebemos que:- O uso da gíria, nesse caso, dificulta o entendimento da mensagem.
- A gíria usada facilita a comunicação com o público mais jovem.
- Usar gíria em anúncio publicitário empobrece a propaganda.
- O público jovem não é importante.
- O texto a seguir se refere ao uso de gírias.

Em bom português
No Brasil, as palavras envelhecem e caem como folhas secas. Não é somente pela gíria que a gente é apanhada (aliás, já não se usa mais a primeira pessoa, tanto do singular como do plural: tudo é “a gente”). A própria linguagem corrente vai-se renovando e a cada dia uma parte do léxico cai em desuso. Minha amiga Lila, que vive descobrindo essas coisas, chamou minha atenção para os que falam assim:
– Assisti a uma fita de cinema com um artista que representa muito bem.
Os que acharam natural essa frase, cuidado! Não saberão dizer que viram um filme com um ator que trabalha bem. E irão ao banho de mar em vez de ir à praia, vestido de roupa de banho em vez de biquíni, carregando guarda-sol em vez de barraca. Comprarão um automóvel em vez de comprar um carro, pegarão um defluxo em vez de um resfriado, vão andar no passeio em vez de passear na calçada. Viajarão de trem de ferro e apresentarão sua esposa ou sua senhora em vez de apresentar sua mulher.
SABINO, Fernando. Folha de S. Paulo, 13 abr. 1984 (adaptado).
Fernando Sabino, nesse texto, demonstra alguns aspectos de nossa língua em uso. Sobre isso, podemos concluir que- O autor não sabe escrever numa linguagem mais formal.
- O autor demonstra que a língua varia no tempo, no espaço e em diferentes classes socioculturais, mas isso não é considerado positivo para a comunicação entre as pessoas.
- A língua oral é dinâmica, heterogênea e flexível, mas na escrita isso não ocorre.
- A língua se renova com o passar do tempo e a utilização de inovações no léxico é percebida na comparação entre as gerações.
- Leia o poema "Aula de Português", de Carlos Drummond de Andrade e em seguida avalie as alternativas abaixo:

a) Há contraste entre o uso da língua em situações formais e informais.
b) Há variação entre a fala e a escrita.
c) A língua falada é fácil, mas a língua escrita é cheia de mistério.
d) Nesse poema, Carlos Drummond de Andrade, aborda dois aspectos da língua: a escrita mais formal e a fala em seu uso mais informal.- As alternativas a, b e c estão corretas.
- As alternativas a, c e d estão corretas.
- As alternativas b, c e d estão corretas.
- Todas as alternativas estão corretas.
- Qual é o nome do inseto pequeno de pernas compridas que “canta” no ouvido das pessoas à noite?
Se você respondeu “pernilongo, carapanã, muriçoca, praga, maruim/murruim ou mosquito”, parabéns, você acertou, pois todos esses vocábulos se referem ao inseto chamado “Aedes aegypti”, causador de tantas doenças e é motivo para várias campanhas institucionais de combate à Dengue, Chikungunya e Zika.
Vimos nos anúncios anteriores, a importância de uma propaganda atingir o público-alvo e esta propaganda abaixo só mostra uma das variedades usadas para denominar o “Aedes aegypti”.

>Com base nessas informações, marque a(s) alternativa(s) correta(s).- A variação linguística é importante apenas na escola.
- O público precisa se identificar com o anúncio.
- É importante valorizar a língua em uso, isso mostra respeito com seus falantes.
- A saúde pública não tem nada a ver com a variação da Língua Portuguesa.
O internetês é conhecido como o português digitado na internet e se constitui numa variedade da língua muito utilizada na web, principalmente entre os mais jovens.
Já refletimos sobre alguns aspectos da variação da língua em uso, bem como sobre a sua adequação às diferentes situações de comunicação.
Observe a frase abaixo:
"Kd vc k naum coments no meo flog pra eu fla ctg?" *
De acordo com o que já vimos sobre adequação da língua, podemos dizer que:- Esta frase está totalmente inadequada, pois na escrita só podemos utilizar um estilo mais formal da língua em uso.
-
Esta frase foi escrita num estilo menos formal, num post em redes sociais, para alguém que é íntimo, portanto está adequada à situação de comunicação.
Observe esse texto do humorista Jô Soares, publicado na Revista Veja:
"Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala"
“Pois é. U purtuguêis é muito fáciu di aprender, purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. Im portuguêis, é só prestátenção. U alemão pur exemplu. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si iscrevi muito diferenti. Qui bom qui a minha lingua é u purtuguêis. Quem soubé falá, sabi iscrevê.”
Jô Soares, Veja, 28 nov 1990.
O autor brinca com a diferença entre a língua escrita e a falada.
Sabemos que o português falado e escrito são modalidades diferentes da língua. A escrita não é a representação da fala, é apenas uma tentativa de representação, pois falamos de um jeito e escrevemos de outro. Até mesmo nas redes sociais, onde há uma maior aproximação entre fala e escrita, ainda há muitas diferenças.
Com base nessas informações, podemos dizer que:- Jô Soares, apesar de ser um grande humorista, não sabe escrever utilizando um estilo mais formal.
- O texto acima de Jô Soares, foi escrito com um estilo menos formal para demonstrar que há diferença entre a fala e a escrita.

